quarta-feira, 30 de março de 2011

CANGUARETAMA EM CRISE...

                 Caros cidadãos e amigos, infelizmente é com muita dor no coração que venho expressar através desse manifesto meu grito de revolta, nosso município encontra-se fragilizado, fraquejado na sua essência fundamental, A CIDADANIA. É lamentavelmente, mas essa é a nossa realidade, precisamos dar um basta, na busca de recuperar nossa dignidade...

                Da revolta surgem indagações que na maioria das vezes, nos fazem acordar diante de uma situação que passa a ser insustentável, será que não está na hora de pararmos para refletir sobre a atual situação política da nossa amada “CANGUARETAMA”, nossa terra tem palmeiras onde canta os sabiás, no entanto tal canto tendo sido entoado de forma tão singela, pois nem a beleza da natureza suporta tanto descaso e abandono.
É triste presenciarmos o que vem acontecendo em nosso município nos últimos anos, situação esta decorrente da falta de comprometimento de uma gestão, o que demonstra que a confiança depositada na esperança de mudança foi subitamente renegada a um grau nulo de credibilidade. Como assim reconstruir, sem investimento na educação e saúde, sem comprometimento com os seus funcionários, sem o atendimento às necessidades básicas e a promoção da dignidade, assim fica difícil. Estamos vivendo a era do retrocesso social e econômico, felizmente a mudança começa dentro de cada um, cabe a nós cidadãos que ainda acreditamos numa CANGUARETAMA melhor, fazermos nossa parte, não posso manter-me inerte diante dessa situação, pois como já dizia o grande Abraham Lincoln, “Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes.”
Caros detentores do poder, queremos respeito como cidadãos, vivemos a era da democracia, do governo do povo, nosso município está cansado de opressão, chega de “Pão e circo”, queremos trabalho e respeito, Estamos inseridos num Estado Democrático de Direito, onde direitos e garantias nos são assegurados, no entanto amigos, precisamos abrir os olhos diante da crise, nosso povo é forte, dessa forma precisamos mudar nosso modo de pensar, precisamos ter uma maior consciência política, antes que seja tarde demais...
Esses são meus votos de protesto...
Fernando Filho

terça-feira, 29 de março de 2011

Os Mártires de Cunhaú


História
Em 16 de julho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú - no município de Canguaretama (RN).
A chacina de Cunhaú
O movimento de insurreição contra o domínio holandês já começara em Pernambuco, mas, na capitania do Rio Grande do Norte, tudo parecia normal. Bastou, porém, a presença de uma só pessoa para que o clima se tornasse tenso: Jacó Rabe, um alemão a serviço dos holandeses. Ele chegara a Cunhaú no dia 15 de julho de 1645.
Rabe era um personagem por demais conhecido dos moradores de Cunhaú. Suas passagens por aquelas paragens eram freqüentes, sempre acompanhado dos ferozes tapuias, semeando por toda parte ódio e destruição. A simples presença de Rabe e dos tapuias era motivo para suspeitas e temores.
"Além dos tapuias, Jacó Rabe trazia, desta vez, alguns potiguares e soldados holandeses. Ele dizia-se portador de uma mensagem do Supremo Conselho Holandês, do Recife, aos moradores de Cunhaú”.
No dia 16 de julho, Domingo, um grande número de colonos estava na igreja, para a missa dominical celebrada pelo Pároco, Pe. André de Soveral. Jacó Rabe mandara afixar nas portas da igreja um edital, convocando a todos para ouvirem as Ordens do Supremo Conselho, que seriam dadas após a missa.
Como havia certo receio pela presença de Jacó Rabe, alguns preferiram ficar esperando na casa de engenho.
Chegou a hora da missa. Os fiéis, em grupos de familiares ou de amigos, dirigiram-se à igrejinha de Nossa Senhora das Candeias. Levados apenas por cumprir o preceito religioso, os fiéis não portavam armas, mas só alguns bastões que encostaram nas paredes do pórtico.
O Pe. André inicia a celebração. Após a elevação da hóstia e do cálice, erguendo o Corpo do Senhor, para a adoração dos presentes, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da Igreja e se deu início à terrível carnificina.
Foram cenas de grande atrocidade: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelo flamengos com a ajuda dos tapuias e potiguares.

           

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE CANGUARETAMA

              No dia 16 de abril, comemora-se o aniversário de emancipação política de Canguaretama.  Cidade localizada no estado do Rio Grande do Norte a cerca de 80 km da capital, com uma área de 245,529Km² e uma população de 30.693 habitantes (segundo censo do IBGE realizado em 2010). O nome Canguaretama significa “Vale das matas”, uma alusão a exuberância de suas riquezas naturais, onde há muitas árvores e muito verde.
            Conta-nos a história que a aldeia de Gramació, primeiro núcleo colonizador, foi fundada em 1743 por um jesuíta, o padre André do Sacramento, sendo elevada a categoria de vila, com o nome de Vila Flor, em obediência à Carta Régia de 03 de maio de 1755, que transformava em vilas os antigos aldeamentos indígenas. Com a expulsão dos jesuítas, a sede foi transferida para o povoado de Uruá, denominado de Vila de Canguaretama em 19 de julho de 1858, através da Lei n° 567, criando então, o município de Canguaretama. O nome Canguaretama significa vale das matas, onde há muitas árvores.
            A Lei Provincial n° 955, de 16 de abril de 1885, elevou a sede do município à categoria de cidade, instalada em 18 de setembro do mesmo ano.
            A circunscrição religiosa da povoação tinha o nome de Penha, dado pelo missionário capuchinho frei Serafim de Catania e conservada pela Lei Provincial n° 468, de 27 de 1860, para a freguesia.
            A vila tinha como base econômica de sobrevivência o comércio do pau-brasil, o plantio da cana-de-açúcar e a pesca. No dia 31 de outubro de 1882, foi instalada a estação ferroviária.

(Autor do texto desconhecido pelo blogueiro).