terça-feira, 5 de abril de 2011

100 anos do Palácio Octávio Lima



          O Palácio Octávio Lima foi reformado e preparado para ser reinaugurado em 16 de abril. Esse majestoso prédio foi construído há um século por Fabrício Maranhão para ser sua residência na cidade. Naquela época não bastava mais a casa grande da fazenda, os proprietários de terra buscavam o prestígio social ostentando uma casa na rua.
          Do mesmo modo que os senhores de terra construíram seus sobrados, os escravos libertos passavam a morar em mocambos nas periferias, como era o caso da rua do Quadro. Foi nesse período que surgiram construções imponentes no centro Canguaretama. São prédios que podem ser vistos até hoje: a Igreja Matriz, o Mercado Público, o casarão da família Gomes e o prédio do Restaurante Popular.
          No início do século essas construções caracterizavam a arquitetura do centro da cidade. Todos esses prédios possuem características arquitetônicas neoclássicas. Esse era o estilo em moda no início do século 20 e o coronel Fabrício caprichou para mostrar o poder que possuía.
          Ele foi prefeito de Canguaretama no período ininterrupto de 20 anos, entre 1893 e 1913. Teria erguido o prédio para ser também a sede do governo estadual. Como não foi aceito que governasse a partir de Canguaretama, teria desistido de ser o candidato em 1913.
Depois da morte de Fabrício Maranhão, em 1924, a família Araújo Lima comprou suas posses, em 1929. Veio, então, Otávio de Araújo Lima, de Goianinha, morar em Canguaretama, onde fez carreira política.
           Depois da morte de Octávio Lima, por volta de 1950, sua residência ficou abandonada e foi colocada à venda por um longo período até que o poder público municipal, através do prefeito João Gomes de Torres, comprou o prédio e o incorporou ao patrimônio municipal.
           Bem que se poderia pensar, agora, em retificando o nome para “Palácio Fabrício Maranhão”. Não diminuiria a importância de Octávio Lima que Octávio Lima teve na sociedade canguaretamense, mas seria uma forma de fazer justiça ao coronel Fabrício Maranhão, soberano na política local como um velho e inesquecível monarca. 
Extraído do Blog historiadecanguaretama@blogspot.com do Prof. Francisco Alves

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