domingo, 3 de abril de 2011

Mapa político de Canguaretama
Fonte: Diagnóstico do Município de Canguaretama, 2006.

      Canguaretama é uma cidade portadora de considerável extensão territorial. A cidade é composta por diversos bairros e localidades, os quais iremos de forma honrosa abordar ao longo do blog. Dentre os quais: Jiqui, Catu, Maxixe, São Sebastião, São Roque, Areia Branca, Cercado Grande, Pituaçu, Marfim, Encantado, Seabra, Boa Fé, Piquiri, Engenho Cunhaú, Engenho Outeiro, Casaca, Almas, Barra do Cunhaú, Conj. Abel Vieira, Lagoa de São João, Meira Lima, Rua da Palha, Vila Vintém, Salém, Bosque das Palmeiras, dentre outros.

Um comentário:

  1. Esgotamento sanitário [fonte: Plano do Sistema de Saneamento Ambiental]

    A situação dos domicílios, segundo as formas de esgotamento sanitário utilizadas (tabela 3.1.2.1), aparece nos dados do IBGE como a que apresenta maiores deficiências no contexto do sistema de saneamento básico de Canguaretama.
    O tipo de instalação sanitária mais adequada ambientalmente, a rede geral, não se faz presente nos anos de 1980 e 1991, aparecendo somente em 2000, com um percentual muito baixo (0,40%), o que corresponde, em termos absolutos, a 23 domicílios particulares permanentes que têm por instalação sanitária a rede geral de esgoto. Nesse sentido, o referido percentual de 0,40% nos apresenta uma perspectiva duvidosa, pelo fato de estarmos diante de um número bastante reduzido e ainda por sabermos da inexistência do serviço de tratamento de esgotos nesse município. Assim sendo, talvez estejamos diante de uma situação em que um grupo de domicílios tenha por instalação sanitária um sistema de coleta de esgotamento, sem, contudo, possuir um sistema de tratamento desses esgotos, devendo os mesmos serem lançados diretamente em corpos d’água de superfície.
    A predominância do tipo de esgotamento sanitário por domicílio fica por conta da fossa rudimentar, que aumentou nos anos de 1980 (23,21%), 1991 (30,11%) e 2000 (61,45%). Segundo os padrões ambientais e sanitários, as fossas rudimentares são as menos indicadas para o esgotamento sanitário domiciliar, uma vez que desta maneira o esgoto é jogado diretamente no solo, aumentando as possibilidades de contaminação deste e do aqüífero subterrâneo.
    Corroborando com o quadro de precariedade do serviço de esgotamento sanitário supracitado, o número de fossas sépticas utilizadas por domicílios (mais adequadas que as fossas rudimentares) apresentaram um decréscimo, passando de 26,95% em 1991 para 9,80% em 2000, apesar de constatarmos um aumento do ano de 1980 (8,24%) para 1991 (26,95%). A diminuição desse tipo de instalação sanitária e a predominância das fossas rudimentares podem estar relacionadas com o aumento da população que mora na zona rural desse município, fato verificado de 1991 para 2000.
    O percentual de domicílios que não possuem esgotamento sanitário é outro dado que nos chama a atenção, tendo em vista os elevados índices no período em foco. Em 1980, o percentual de domicílios particulares permanentes sem esgotamento sanitário era de 63,47%, em 1991 de 39,93% e em 2000 de 23,00%.
    Apesar de haver uma diminuição desses valores no período em estudo, o valor mais recente (ano de 2000), apresenta-se bastante expressivo, fato preocupante, tendo em vista a exposição das pessoas residentes nestes domicílios à contaminação por organismos patogênicos presentes nas fezes humanas.
    O percentual de domicílios que lançam seus dejetos diretamente em rios, lagos e valas é baixo, no entanto, aumentou de 2,57% em 1991 para 5,35% em 2000.

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