sábado, 3 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 e Expectativa 2012 - Por Verinho Fernando


Mais um ano chega ao fim. É chegada a hora de criar outras expectativas para o ano vindouro e é também o momento de fazer uma retrospectiva para analisar minhas conquistas e glórias, fracassos e desilusões.

Ah! Esqueci de apresentar-me: Muito prazer! Eu sou o povo! Sou aquele que sonha, que acredita, que se decepciona, que comemora, que sofre, que insiste, que desiste, que reluta; aquele que sabe analisar os excessos e as necessidades da vida. Por isso fiz a análise acerca do faltou e o que sobrou em 2011:

Faltou dinheiro. Sobraram contas a pagar;
Faltou saúde. Sobraram doenças;
Faltou emprego. Sobrou miséria;
Faltaram realizações. Sobraram promessas;
Faltou justiça. Sobrou crime;
Faltou respeito. Sobrou bullying;
Faltou cultura. Sobraram Reality Shows ;
Faltou comida. Sobrou fome;
Faltou segurança. Sobraram furtos e roubos;
Faltou consciência. Sobraram acusações;
Faltou compromisso. Sobrou inadimplência;
Faltou honestidade. Sobraram demissões (de ministros);
Faltou lucidez. Sobraram acidentes;
Faltaram os prefeitos. Sobraram ausências;
Faltou união entre os povos. Sobrou Kadafi;
Faltou prevenção. Sobrou AIDS;
Faltou amor, sobrou guerra;
Faltou originalidade. Sobrou pirataria...
Faltou maturidade; sobrou gravidez na adolescência;
Faltou sigilo. Sobrou (mais uma vez) vazamento de questões (do Enem);
Faltou aumento considerável do PIB; sobraram gastos exorbitantes nos estádios da copa.

Foram somente coisas desagradáveis? Não. Também tive surpresas boas, engraçadas, inusitadas. Tais surpresas prolongam as aparições dos verbos faltar e sobrar neste texto cronológico, porém em outros tons:

Faltaram craques. Sobrou Neymar;
Faltou a seleção brasileira. Sobrou o Vasco da Gama;
Faltou boa música: sobrou “ai, se eu te pego... delícia, delícia...”
Faltou arte de verdade, sobraram rabiscos que valem fortunas;
Faltou palco. Sobraram talentos;
Faltou o fim do mundo. Sobraram previsões.

Mesmo que tenham sobrado algumas coisas boas, ainda predominando essa sobra de tanta falta (de coisas progressistas) ou falta de muita sobra (de coisas benéficas), sou capaz de acreditar que benefícios nos virão e trarão um sorriso brilhante e eterno aos meus lábios.

Não quero mais promessas, porque, antes, elas eram dívidas; agora, são dúvidas.

Errei sendo vítima de minha perspectiva para o amanhã, aquele mesmo amanhã que agora é ontem. Mas agora uma parte de mim erra, outra percebe e a terceira, corrige; uma parte de mim acerta, outra percebe e a terceira progride; uma parte de mim tem perspectivas e cria expectativas, outra faz retrospectivas e a terceira faz com que eu mesmo faça do amanhã um progresso!

Feliz Ano Novo!

2 comentários:

  1. Eu adoro os textos de Verinho Fernando. Gostaria de saber um pouco mais a respeito dele. É uma pena que não vejo com frequncia esses textos delirantes aqui. Seu blog é muito bom. Parabéns. Vou seguir.

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  2. Meu nome é Shirley. Sou de Jaçanã. Fiz especialização de Língua Portuguesa na mesma turma que Verinho Fernando. Ele é simplesmente um gênio. Amo. Seu blog é show.

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