domingo, 25 de março de 2012

Patrimônio Histórico de Canguaretama: Gruta do Bode... Uma herança de Jerônimo de Albuquerque ou um lugar sobrenatural???


Vídeo retirado da internet - Youtube

A Gruta do Bode, localizada em Canguaretama, possivelmente foi a mina de ferro que abasteceu o engenho Cunhaú ainda no tempo de seu fundador, Jerônimo de Albuquerque, desde as primeiras décadas dos anos 600.
As minas de ferro da época, mesmo que produzissem pouco, eram fundamentais, pois esse tipo de matéria-prima utilizada para a confecção de diversos objetos usados nos engenhos só poderia ser comprada da metrópole, Portugal, e por preços altíssimos.
A Gruta do Bode também chamada de Gruta dos Sete Buracos fica às margens da BR 101, no município de Canguaretama, e é apontada pelo historiador Olavo de Medeiros Filho como uma das minas de ferro de Jerônimo de Albuquerque descritas em antigos relatos. Descobertas em 1608, as minas forneciam o minério para o uso do engenho Cunhaú e também poderiam abastecer a capital da então Capitania do Rio Grande, já que a gruta ficava às margens do caminho que ia de Natal ao engenho, fundado em 1604.
Hoje a entrada da gruta do Bode e vários dos buracos que funcionavam como respiradouros ainda podem ser encontrados. Porém, há vários anos ninguém se atreve a entrar no túnel, cheio de dejetos de morcegos.

A Lenda da Gruta do Bode
Segundo a lenda, na Gruta do Bode era ouvido o “berro de um bode”. Esses “berros” viriam de dentro de um túnel, que também é conhecido por “Sete Buracos”, onde estaria escondido um “Bode de Ouro”. Entrando pelos “Sete Buracos” seria possível, devido a um complexo de túneis, chegar à Casa de Câmara e Cadeia de Vila Flor, ao Engenho Cunhaú, a Ilha do Flamengo, ao Fortim da Barra, a Mata da Estrela e ao Forte dos Reis Magos. A lenda relata sobre um jovem forasteiro que tentou a sorte e se perdeu em seu labirinto interior. Seus gritos atraíram a atenção de alguns, que logo ofereceram ajuda. Aos gritos, tentavam mostrar a saída sem muito sucesso, até que o jovem desapareceu completamente ao primeiro raio de sol do novo dia que chegou. Não se soube mais sobre o infeliz. Sua identidade se perdeu. Sabe-se apenas que estava à procura do “Bode de ouro” e encontrou a morte por sua ganância. Sobre o “berro do bode”, pode ser escutado a qualquer hora do dia ou da noite, pegando sempre de surpresa os curiosos que passam pelo local mal assombrado. Outra versão conta que o nome “Gruta do Bode” era devido um cabrito solitário que vagava pelo local, sem nunca ser pego. O animal esperava a passagem do trem nas proximidades, pulava para o vagão e seguia viagem até 
Estação Ferroviária de Canguaretama voltando sempre para o lugar de origem.


Fonte do texto sobre a lenda: Prof. Francisco Alves (adaptado)

Um comentário:

  1. Bela postagem. Parabéns!
    Precisamos nos aprofundar e conhecer mais nossa história local.
    E quando as 'estórias' servem como pano de fundo para o real, fica muito mais interessante.

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