sábado, 3 de março de 2012

Presidente da Regional do SINTE abre o jogo e conta tudo.

Francisco Galvão foi eleito em 30 de novembro e tomou posse em 13 de dezembro de 2011 como Coordenador da Regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte, mas se vê agora em um momento crítico, configurado em um ano eleitoral.
Por esse e por outros motivos, ele aceitou falar em uma entrevista ao Blog Canguaretama em Chamas, contando o que está acontecendo com a Educação Pública de Canguaretama hoje.
Para melhor atender ao público resolvemos dividir a entrevista em partes que serão publicadas diariamente. Nessa primeira parte ele vai falar sobre o processo eleitoral que venceu e de sua posse no sindicato.

Canguaretama em Chamas: Por que você se decidiu por essa candidatura ao sindicato dos professores?
Francisco Galvão: Essa não era uma escolha minha. Eu via o sindicato sem legitimidade, pois a direção era uma comissão provisória que se manteve no poder por quase quatro anos sem nunca passar por uma eleição. Isso me incomodava muito e questionei a situação. Em uma assembleia, então, os dirigentes convocaram uma eleição. Foi quando percebi a insatisfação da categoria, que me pedia para ocupar aquele posto. A princípio eu não queria aceitar, mas fiquei num caminho sem volta, pois foram convocadas eleições e ninguém se mobilizou para formar uma chapa.

Canguaretama em Chamas: Como foi sua campanha e a eleição?
Francisco Galvão: Não trabalhei sozinho, pois estou num grupo muito responsável e unido. Todos os dias encontrava pessoas que se dispuseram em ajudar, mas não foi fácil. Andei em quase todas as escolas da região. Aprendi muitas coisas e fiz muitos amigos. Quem votou conosco é porque sabia da nossa capacidade.

Canguaretama em Chamas: Por que, mesmo possuindo vários blogs e tendo um programa na rádio, você não divulgou essas notícias?
Francisco Galvão: Eu respeito meus ouvintes e meus leitores e não faria auto promoção às custas deles. Além do mais, meus blogs e meu programa na rádio não tratam desse assunto. É preciso ter ética nesses momentos.

Canguaretama em Chamas: E como está a situação atual da Regional que você dirige?
Francisco Galvão: Eu não faço o trabalho sozinho, tem sempre a concordância do grupo; sou Coordenador junto com Sérgio Borba e Telma Alves. Mas temos que admitir que estamos sofrendo uma oposição muito forte da direção estadual que, numa manobra infantil não quer aceitar nossa eleição. Com isso, os recursos que são pagos pelos filiados não estão sendo repassados para a Regional.

Canguaretama em Chamas: E para onde está indo esse dinheiro?
Francisco Galvão: O que está sendo feito com esse dinheiro eu não sei informar. Quem está perdendo é a classe dos educadores, pois queríamos implantar vários projetos na Regional, inclusive uma “Casa dos Trabalhadores em Educação” para ajudar aos filiados. Nem uma sede temos ainda, pois não há recursos para pagar um aluguel.

Canguaretama em Chamas: Como vocês estão trabalhando sem recursos?
Francisco Galvão: Estamos trabalhando e defendendo a Educação Pública da região sem contar com contribuição paga pelos filiados. Todas as viagens, telefonemas e outros gastos são bancados pelo grupo.

Canguaretama em Chamas: Como vocês estão recebendo os filiados?
Francisco Galvão: Eu não me incomodo de conversar com eles na rua ou no local de trabalho. É constrangedor, mas não posso me negar a escutá-los. Por enquanto temos um e-mail que recebe mensagens e responde aos questionamentos da classe: sintecanguaretama@gmail.com. Estamos também com um blog no ar, onde colocamos os informes para a categoria e também recebemos mensagens.

Canguaretama em Chamas: Até quando essa situação vai continuar assim?
Francisco Galvão: Não sei! Já fomos tentar o diálogo com os representantes da coordenação estadual do SINTE, mas eles demonstraram inabilidade política ao rejeitar o diálogo e a parceria. Tiveram uma atitude parecida com os “luddistas” do século XIX, que quebravam as máquinas das fábricas na esperança de terem seus empregos de volta.

Canguaretama em Chamas: E sobre a situação dos Professores de Canguaretama e região, você vai falar alguma coisa?
Francisco Galvão: Sim!

Canguaretama em Chamas: Poderá ser em outra entrevista para não cansar nosso leitor?
Francisco Galvão: Sem problemas. Tenho muita coisa a falar sobre esse assunto!

Canguaretama em Chamas: Você teme alguma represália?
Francisco Galvão: A violência é a arma dos fracos; só quem não tem argumentos busca refugio na violência. O perdão é usado pelos valentes que não se amedrontam com o ataque dos incompetentes! Todos sabem quem eu sou e o que sou capaz, eu não engano a ninguém!

Não perca, em breve a continuação da entrevista com o Professor Francisco Galvão onde ele falará sobre a educação em Canguaretama.
Atenção: Esta entrevista foi liberada pelo “Canguaretama em Chamas” para ser publicada em uma cadeia de sites na Internet e jornais pelo interior do Rio Grande do Norte. Quem mais tiver interesse em republicar a postagem que o faça com a citação da fonte ou o uso de um link, respeitando a lei de direitos autorais.

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