segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fandango: Herança cultural da Cidade de Canguaretama/RN


O Fandango

É um auto popular de origem ibérica inspirado nas grandes aventuras marítimas dos portugueses. No Brasil surgiu no século XVIII, e no Rio Grande do Norte no início do século XIX.
O grupo é formado por uma tripulação de aproximadamente quarenta marujos, entre oficiais e marinheiros. O enredo principal desenvolve-se em torno da velha “Nau Catarineta”, que é atacada por uma tempestade e vaga durante sete anos e um dia.
Perdido e sem comida, a tripulação passa a comer sola de sapatos e, através de um sorteio, o comandante do navio é escolhido para ser transformado em alimento para os famintos. Durante o momento da aflição acontece um milagre e a tripulação avista terra.
Segundo informações de José Colaço a Antônio Lima, o Fandango de Canguaretama apareceu por volta de 1885, trazido do Pará, por “Seu Tota”, morador da “Gameleira”. Por volta de 1910, foram introduzidas outras “partes” (músicas) trazidas da Paraíba.

A Sua direita o finado ZÉ Caboré
O grupo de Canguaretama é formado por uma tripulação de aproximadamente quarenta marujos, entre oficiais e marinheiros. Os personagens se distribuem em duas filas e são os seguintes: Capitão de Fragata, Mestre, Gajeiro, Ração e os Marujos na fila da direita; Piloto, Contramestre, Calafate e Vassoura e os marujos na fila da esquerda. Apenas o Capitão de Mar e Guerra fica no centro e por traz de todos. A apresentação se faz com uma barca, a Nau Catarineta. No grupo de Canguaretama, a princípio eram usados apenas o violão e o cavaquinho, sendo introduzido o banjo em 1953, tocado por Paichicu. A primeira apresentação se dava sempre na festa de Nossa Senhora da Conceição (de 29 de novembro à 8 de dezembro) e se estendia até a festa de Santos Reis. Manoel Francisco de Andrade foi um dos organizadores do Fandango até a primeira metade do século XX, passando para seu filho, Antônio Andrade (Lima). Nos últimos anos do século XX a organização ficou a cargo de Zé de Ná.


Fonte: Museu do Agreste Potiguar (adaptado)

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