terça-feira, 13 de novembro de 2012

Tirem Deus do dinheiro

O Ministério Público Federal pede que a expressão “Deus seja louvado” seja retirada das notas de real para garantir a liberdade religiosa. A frase deve ou não sair das notas de real ou a discussão é inútil? Os fundamentalistas cristão andam protestando em todo o país, exigindo que Deus continue representado nas cédulas. Os politeístas, ateus e crentes em outras seitas, além dos juristas e partidários da mentalidade politicamente correta, querem a extinção imediata e sumária da frase, em nome da garantia da liberdade religiosa em Estado laico.

Misturar Deus e dinheiro é uma barbaridade. Não importa o seu vínculo político, religioso e ideológico: Deus, caso você creia nele, não precisa ser evocado por intermédio da manifestação mais concreta do materialismo, uma cédula monetária. Além de a expressão representar uma intromissão religiosa no âmbito do Estado, ela é uma espécie de marca de atraso e de péssimo gosto. É uma questão ética e estética, além de política. 
Fonte: Revista Época

Um comentário:

  1. Acho que entrando no âmbito da laicidade do estado, o nosso país tem coisas que desrespeitam muito mais este princípio.
    A menção à Deus pode ter vários significados, uma vez que de modo geral, Deus é uma divindade e não um ser específico. Mais nocivos à laicidade do estado, são feriados em homenagem à santos, que são símbolos da igreja católica. Isso sim provoca desigualdade religiosa. Afinal, eu não conheço feriados em homenagem à Jesus Cristo, Iemanjá, Buda, Alá, e outras divindades religiosas. Será que isso não fere mais a laicidade do estado do que à frase "Deus seja louvado" ?
    O estado brasileiro é laico, não Ateu!
    A prova disso é o preâmbulo da constituição, que no final diz: " promulgamos, sob a proteção de
    DEUS, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL".
    Há exemplos em outras moedas, como no dólar à frase: " In God we trust" ( Em Deus confiamos).
    O ministério público tem é que procurar mais o que fazer.

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